Ontem o meu marido saiu-se com o seguinte comentário : "É preciso gostar muito de ti para me sujeitar a passar fome."
Ele fartou-se do emprego há 5 anos atrás e despediu-se, nem sequer foi pedir subsídio de desemprego nem nada. Vivemos do meu ordenado, mas eu não tenho saúde para trabalhar mais.
Não tenho opinado porque é evidente que começava a ter uma leitura pouco positiva da tua história. Reconheci-te e continuo a reconhecer força em ti... mas palavra de honra, sou só eu que estou a ver o desequilíbrio que para aí vai?
Muitos livros, muito conhecimento adquirido, muita coisa... mas começo a suspeitar que estejas em negação (espero que esteja profundamente errado), e negas que haja violência, que sejas "obrigada" a sustentar, que finjas estar bem agora e projectas no passado um olhar negativo de forma a compensar o que tens agora.
Não duvido que te sintas bem, porque é assim que nos sentimos quando negamos tudo o resto. Mas um marido que é violento para tudo e todos excepto para ti é estranho, mas possível. Uns pais do pior, um passado extremamente infeliz ao ponto de aceitar o mau que há actualmente é estranho, mas possível. Um marido que deixa de trabalhar e vive do sustento alheio (já vi disso, felizmente as coisas mudaram, ela largou-o) é estranho, mas é possível. Mas uma mulher que vem reconhecer que o sustenta e apresenta comentários como esse... a sério, abre os olhos!
Desculpa esta frontalidade, mas desde há alguns tempos para cá que leio este tópico e vou acompanhando o que vão falando e já vinha com isto tudo para comentar. Espero estar errado... mas aquilo que sentes pelo teu marido não é amor, nem respeito, nem nada parecido. Chama-se medo
