invísivel
Tímido
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« em: Setembro 10, 2010, 01:41:17 » |
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Fui casada durante 4 anos da qual nasceu o verdadeiro amor da minha vida, o meu filho. Há pouco mais de 1 ano resolvi deitar tudo para trás das costas e magoar não sei quantas pessoas à minha volta para viver um novo amor tudo porque me sentia "neglicenciada" no meu casamento e este homem dava-me atenção. Trouxe os meus bens e neste momento não tenho nada. Despedi-me do meu emprego para trabalhar por conta própria e, hoje em dia nada está fácil e o meu ordenado é muito inferior ao que recebia, logo vivo dependente. Acabei por me tornar num objecto com dono. A casa que julguei ser minha também é dele uma vez que já por diversas vezes me tentou expulsar. Depois vêm as desculpas e novamente o "põe-te a andar que esta casa é minha". Estou cansada, triste, desiludida. A última foi no meu aniversário. Não programei nada mas sempre tive aquele sentimento provavelmente infantil de que iria ser surpreendida ou por e simplesmente ter um dia bom. Passei a tarde na oficina para que ele fosse buscar o seu bem mais precioso, o carro e aí começou a "festa". Discutimos e irritado arranca um brinquedo das mãos do meu filho e parte-o mesmo à frente dos olhos deles. Que cruel!!!! Ao ver o meu filho a chorar compulsivamente e cheio de nervos virei leoa e fui directa aos brinquedos das filhas dele e fiz o mesmo para ver como custa quando toca aos nossos filhos. Como não gostou do que viu, veio directo a mim e empurrou-me e maltratou-me e tudo à frente do meu filho. Mandou-nos fazer as malas e humilhei-me ao ponto de lhe pedir para partir no dia seguinte, para não me expulsar de casa à noite com uma criança tão pequena. Nem olhando para um menino praticamente bebé se sensibilizou e tivemos mesmo que fazer as malas. Ele saiu e Deus castiga. Bateu com o seu carrinho novo. Não sou crente, há muito que já não acredito em nada, mas acho que este castigo não foi mera coincidência. Depois disto acordou e veio para casa pedir-me desculpas e desfez-me as malas. Foi um dia triste e inesquecível. Nunca tive um aniversário assim, sem um presente ou uma lembrança, um passeiozinho, qualquer coisa que me fizesse recordar o dia pela positiva. Comprei a porcaria de um bolo para festejar e está no frigorífico a apodrecer... Não quero viver assim. Não quero viver. Quando penso no meu filho ganho força, mas se não fosse por ele, a minha vida por e simplesmente já não existia. É a única razão por que estou cá. Já pensei tanto em sair, mas não tenho saída possível, porque sem emprego, sem casa, sem família por perto, para onde vou? E se este fosse o único episódio poderia ter esperança de que as coisas mudassem, mas não foi.
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