Desabafos
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Autor Tópico: Mes pais não participam da minha vida  (Lida 232 vezes)
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« em: Setembro 07, 2010, 07:35:37 »

O espaço é curto, e vou tentar não me delongar...

Hoje tenho 24 anos, e em praticamente toda a minha vida tentei agradar meus pais.

Sempre fiz o que meu pai queria, seguia suas orientações que muitas vezes eram duras, não me dando alternativa para fazer o que eu no me íntimo desejava.

Nossa relação sempre foi pouco afetiva - sem abraço, beijos, demonstração de carinho ou preocupação, mesmo havendo esse desejo interiormente, mas não era e nunca foi demonstrado.

Sempre fui muito cobrada por eles, ouvi em toda minha vida, mais críticas que elogios, e creio ser essa uma das causas para hoje eu ter baixa auto-estima, vergonha, sentimentos de inferioridade, que luto para arrancá-los de mim.

Hoje ainda moro com minha mãe, pois mes pais são separados, mas almejo muito minha liberdade.

Tenho um emprego estável, pois desde cedo fui estimulada por eles a trabalhar desde nova, e ser independente.
Mas, mesmo adulta, vejo que eles não me apoiam a tomar minhas próprias decisões. Acham que eu deveria ficar na inércia, ou seguindo suas regras, pois estas, na concepção deles, serão sempre as mais acertadas.

Me sinto violada, rejeitada. Pois hoje faço as minhas próprias escolhas, e em razão disso, meus pais me dão as costas.

Todas as escolhas que eu faço são ruins no ponto de vista deles. Eles é que sabem o melhor para mim. Isso me chateia, me engessa, e me deixa triste.

Para ter uma ideia, dei um passo muito importante na minha, que foi comprar a minha casa juntamente com o meu noivo. Eles simplesmente não se interessam. Já chamei para ir ver a minha casa, e sempre dão a desculpa que têm algo mais importante para fazer. Não me dão apoio nessa fase tão importante da minha vida.

 Não querem se envolver não por que querem me dar liberdade nas minhas escolhas, mas por que acham que tomei uma atitude errada, e não querem arrumar mais problemas do que eles já têm para a vida deles.

Sempre fui ajuizada. Nunca dei problemas para eles, mas eles, principalmente minha mãe, sempre me considerou um problema, principalmente quando comecei a demonstrar as coisas que eu deseja, e tinha vontade de fazer, e que, eram diferentes do que ela queria que eu fizesse.

Nunca fui namoradeira, não ia à festas, somente À escola, sempre fui boa aluna, sempre tive o desejo de fazer uma faculdade, e nunca tive o apoio deles (hoje faço por meus próprios méritos, mas, eles não veem utilidade nenhuma no curso que faço, por este não me dar status social), enfim. Hoje estou noiva do meu primeiro namorado, que fiz questão que eles conhecessem, mas até com ele eles implicam.

Estou desabafando aqui pois isso me aflinge muito. Tento me libertar desses sentimentos, mas eles estão presentes em minha vida no dia a dia e me fazem sofrer.


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AlfmaniaK
Visitante
« Responder #1 em: Setembro 26, 2010, 05:09:03 »

Não é fácil ser pai. Nem é fácil ser filho. A educação anda na linha ténue entre o que os pais (e outros) entendem ser melhor para nós e naquilo que devia ser melhor para nós. As escolhas cabem a nós, filhos.
Em nada se justifica o renegar de um pai ao filho. E, de igual forma, em nada se justifica tu penalizares-te por isso. Não é fácil.
Quando fores mãe, lembra-te como é ser filha.
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lavieenrose
Visitante
« Responder #2 em: Outubro 22, 2010, 03:33:42 »

Características da mulher que ama demais:

É geralmente uma mulher que cresceu numa família disfuncional na qual suas necessidades emocionais não foram atendidas. Tendo recebido pouca atenção quando criança, tenta diminuir sua carência tornando-se uma pessoa altruísta, que dá aos outros mais do que lhe é pedido, esperando receber em troca o carinho de que necessita.

Como nunca foi capaz de transformar seus pais em pessoas mais carinhosas e atenciosas, inconscientemente procura um parceiro pouco atencioso e emocionalmente indisponível, que ela tenta mudar através do seu amor, repetindo assim o comportamento que tinha dentro de sua família disfuncional de origem. A mulher que ama demais não foi amada nem aprendeu a amar de forma saudável, por isso repete o mesmo comportamento com o parceiro. Com medo de ser abandonada, fará de tudo para evitar que o relacionamento acabe. Nada lhe parece pouco, leva muito tempo ou é muito caro se for para "ajudar" ao parceiro. Acostumada à falta de amor nas relações pessoais, está disposta a abrir mão do seu tempo, sonhos e metas para agradar ao parceiro e manter o relacionamento.

Sua auto-estima é extremamente baixa e, no fundo, não acredita que mereça ser feliz. É dependente do parceiro e da dor emocional que um relacionamento disfuncional lhe proporciona. Essa dor é, na verdade, a única forma de contato que tem com seus próprios sentimentos. A mulher que ama demais cresceu com essa dor, e confunde-a com amor.


Essa confusão se dá na infância, quando a criança não consegue entender como é que os seus próprios pais, que deveriam amá-la, possam tratá-la mal, ser negligentes ou mentir para ela ao mesmo tempo. A estrutura emocional da criança não suporta a verdade de que os pais não a amam tanto assim, por isso refugia-se no imaginário e associa a dor que sente a uma forma de amor. Portanto, para ela dor e amor são a mesma coisa, e repete esse padrão de comportamento pelo resto da vida.

A mulher que ama demais tem necessidade de controlar as pessoas e os relacionamentos, por medo de perda, por carência e por insegurança. Mas disfarça esse controle, colocando-se como uma pessoa prestativa, sempre pronta a ajudar.

Idealiza os relacionamentos ao invés de enxergar a situação real como ela é. Por esse motivo, acaba envolvendo-se com pessoas cuja vida emocional é caótica, incerta e sofrida. A mulher que ama demais é incapaz de enxergar seus próprios problemas, por isso procura pessoas complicadas que precisem de sua ajuda e que tenta mudar. É, na verdade, uma maneira de escapar de seus próprios problemas. Lembre-se de que para ela dor e amor são a mesma coisa, a nível inconsciente.

Se enfrentasse seus próprios problemas, se tentasse se conhecer, essa relação amor/dor perderia o sentido, assim como sua própria vida emocional perderia sua base. O medo do vazio faz com que se agarre com unhas e dentes a essas situações emocionalmente caóticas - nesse cenário, sabe como "sobreviver". E se, por acaso, o relacionamento acaba e entra em depressão, procura rapidamente um novo relacionamento instável com um homem emocionalmente desequilibrado.

Na sua visão deturpada da realidade, a mulher que ama demais acha "bonzinhos e chatos" os homens gentis, seguros e genuinamente interessados nela . Ela não aprendeu ainda a amar e a ser amada, só a sentir dor, por isso procura INCONSCIENTEMENTE homens que a façam sofrer.

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