Desabafos
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Autor Tópico: Pais controladores  (Lida 1309 vezes)
loirinhatiti
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« em: Outubro 09, 2009, 09:28:40 »

Ola a todos. O que venho contar-vos e algo que me atormenta há imenso tempo. Os meus pais desde criança que sempre foram muito controladores comigo, mas isso começa a afectar agora a minha vida, o meu namorado quase me deixou por causa deles e já perdi amizades, eles simplesmente nao me deixam sair de casa sem ser para ir para a escola e se for para sair a algum lado têm que esperar-me e têm sempre horas a ser cumpridas. Nao aguento mais isto, o que acham que devo fazer?
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nobodycares
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« Responder #1 em: Outubro 11, 2009, 06:25:18 »

Olá,

eu acho que deves ter uma conversa séria com eles. Eles têm que perceber que teres contactos sociais é essencial para que sejas uma pessoa normal. Outra coisa que eles têm que aprender é a confiar em ti. Todas as relações são baseadas na confiança e se houver falta dela, as relações vão acabar por se desmoronar. Se nunca lhes deste razão para não confiarem em ti não podem, à partida, desconfiar de ti.

Falando da minha experiência pessoal, eu tive uma mãe muito controladora até aos 18 anos, ela também não me deixava sair com os meus amigos. A minha adolescência foi uma má experiência devido a esse facto, e ainda hoje sinto os efeitos nefastos da falta de socialização com outras pessoas, passados quase 10 anos. Dei-me muito mal com ela durante toda a adolescência.
Por isso, tenho a certeza que teres a liberdade de estares com os teus amigos é essencial para seres feliz. Os teus pais precisam de ter essa consciência.

A vida é tua e acho que tens o direito a seres feliz. Não desistas da tua liberdade, mas não deves abusar dela. Sorridente

Beijinhos e felicidades
« Última modificação: Outubro 11, 2009, 10:11:03 por nobodycares » Registado

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loirinhatiti
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« Responder #2 em: Outubro 14, 2009, 03:59:05 »

Obrigada pelo apoio nobody cares mas acho que por esta altura já não faz muito sentido eu lutar por algo, a minha auto estima vai descendo de dia para dia, o meu namorado não percebo se gosta ou não de mim, por vezes e simpático outra vez trata-me como lixo e responde-me mal, não me acho bonita ou atraente, não tenho paciência para falar com os meus amigos, andei anos a consumir-me com os meus problemas com os meus grandes erros do passado e com os p'roblemas dos outros, porque apesar de tudo o que eu vivia de mau sempre ouvi e ajudei os outros, uma das pessoas que mais ajudei, que mais aconselhei deixou de me falar e trocou-me por novas amizades, e arrependo-me de tudo o que fiz por ela. não tenho paciência para mai, sinceramente.
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kiaaaaaa
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« Responder #3 em: Novembro 10, 2009, 06:17:28 »

Okay, essa mensagem deixou-me simplesmente chocada por duas simples razões. Um rapaz que te deixa porcausa dos pais não gosta o suficiente de ti, pois o amor não tem barreiras e esses amigos que dizes que perdeste, não são mesmo os teus amigos: nos bons momentos vês os bons amigos e nos maus momentos vês os amigos de qualidade. Nao te sujeitos a algo assim. Agora em relação aos teus pais. Eu sei que se torna muito complicado, mas uma coisa tens de ter em mente os teus pais fazem isso pq se preocupam cntg e pq gostam de ti. Tem uma forma de mostrar diferente de outros. a unica soluçao para esse teu desespero é sentares-te com os teus pais e teres uma conversa bvem SERIA sem gritos e confusões. explicares-lhe que precisas de passar momentos com os teus amigos para descontrair da escola e dos testes e tudo mais. e faz assim: no inicio começa a não abusares, aolongo do tempo que conseguirem ter mais confinaça em ti vais ficando ate mais tarde e tal ate que a confinaça é plena e ja nao existemesses stresses. agora uma coisa te aconselho FALA COM OS TEUS PAIS ABERTAMENTESOBRE O ASSUNTO. Para se ser feliz há que tentar!
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lavieenrose
Visitante
« Responder #4 em: Fevereiro 10, 2011, 05:29:44 »

O texto comovente e realista, a seguir, foi publicado recentemente por ocasião da morte estúpida de Tarcíla Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ambas com 16 anos, em Pernambuco. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa, onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. O crime permanece sem solução. Vale a pena refletir até onde pode ir a liberdade de um adolescente.

“Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
- Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde iam, com quem iam e a que horas regressariam.
- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”.
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade de suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes “não”, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).

Essas eram as minhas batalhas mais difíceis, mas estou contente, venci… porque vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos lhes dirão: “Sim, eles eram maus. Os mais maus do mundo…”

- As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
- As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
- E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
- Eles insistiam em saber onde estávamos a toda hora (tocavam nosso celular de madrugada e fuçavam nos nossos e-mails). Era quase uma prisão. (Eu, Cirilo Veloso Moraes, discordo desta frase. Não entendo que excesso de vigilância e invasão de privacidade seja coerente).
- Eles tinham que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistiam que deveríamos dizer com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
- Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles “violavam as leis do trabalho infantil”. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis.
- Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
- Eles sempre insistiam para que lhes disséssemos sempre e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.
- A nossa vida era mesmo chata. Eles não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para eles os conhecerem.
- Enquanto todos podiam voltar tarde da noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aqueles chatos levantavam para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar). Por causa deles, nós perdemos imensas experiências na adolescência:
- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.

E agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos “PAIS MAUS”, como meus pais foram.

Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: não existem suficientes “PAIS MAUS”.”

Nossos Pais – Elis Regina


Copiei esse texto da net porque está directamente relacionado com o teu desabafo. Será assim tão bom ter pais que deixam fazer tudo ou pais que se estão nas tintas ?
Olha, o meu pai estava sempre a insistir para eu sair e a perguntar-me porque raio não ia eu para casa da amiga "A" ou "B". Chegou ao cúmulo de pedir a uma amiga minha, nas minhas costas, para me levar para o ateliê de costura dos pais. Tudo isto porque eu estava a mais lá em casa... Como sempre fui uma pessoa caseira, resisti o máximo que pude a sair. Até que um dia o desprezo dele por mim tomou tais proporções que eu me vi forçada a seguir o conselho dele e a estar o mínimo possível em casa. Sabes o que me aconteceu ? Além de ter sido extremamente maltratada por várias pessoas ( em algumas situações cheguei mesmo a ser vítima de crimes ) como andava pela rua e na rua não há casas de banho, eu não podia urinar. Se fosse só uma vez não fazia mal, mas como era todos os dias acabei por ficar com problemas na bexiga...para sempre. Para teres uma ideia do que eu sofro todos os dias e a toda a hora : já deves ter tido, com certeza, dores de garganta e quando isso te acontece tens dores até mesmo quando engoles saliva, não é ? Pois o mesmo se passa comigo na bexiga quando tenho nem que seja uma quantidade mínima de urina. Uma pessoa saudável aguenta 6 copos de água, eu com meio copo de água já não sei para onde me hei-de virar com dores.
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