Grande ideia miss_true. Eu costumo fazer isso... ainda hoje o fiz. Assim que olhei para o espelho... bom... corri para os braços da minha senhora e disse-lhe: que sortuda, hein!

Agora a sério, que ainda não tive oportunidade de participar neste tópico:
Se damos o real valor aos outros? Evidentemente que não! Mas a pergunta começa por pressupostos errados, porque aqui o que é importante, é saber se damos um real valor a nós próprios. O resto depende disso.
Se eu me achar muito bom, irei desvalorizar todos os que me rodeiam... porém se me sentir como uma pessoa consciente das suas fragilidades, saberei ao certo, quem me fará falta. Quem me fará falta, quando e porquê!
Como somos humanos, gostamos de nos enganar a nós próprios e, consequentemente, os outros. Portanto passamos uma ideia de orgulho que se baseia num falso silogismo: Se eu sou porreiro, e fulano tal é meu amigo, logo o fulano tal é porreiro!
As premissas deste raciocínio são falaciosas, porque EU não me posso assumir como porreiro, EU não posso assumir que fulano é meu amigo... muito menos conjugar duas coisas relativas e não absolutas.
Se este "amigo" desaparecer, só daremos pela falta dele... depois de darmos pela falta.
Já se formos conscientes do que somos... que é como quem diz, se assumirmos a merda que somos, antes de alguém desaparecer da nossa vida, já nós sabemos a importância dessa pessoa. E isto faz toda a diferença. (e.i.: Se eu tenho medo do escuro, e ele tem uma lanterna... logo ele é importante quando está escuro!)
Se damos o real valor aos outros? Evidentemente que não!